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ENGELS: Que vem a ser, finalmente, a negação da negação?

  • Foto do escritor: Jornal A Pátria
    Jornal A Pátria
  • 31 de jul. de 2018
  • 1 min de leitura

É uma lei extraordinariamente geral, e, por isso mesmo, extraordinariamente eficaz e importante, que preside ao desenvolvimento da natureza, da história e do pensamento; uma lei que, como já vimos, se impõe no mundo animal e vegetal, na geologia, nas matemáticas, na história e na filosofia.


A esta lei, o próprio Sr. Dühring acaba por se submeter, embora sem o saber, apesar de todos os obstáculos e maldições que lança contra ela.


Já se disse que o processo que atravessa, por exemplo, o grão de cevada, desde a sua germinação até que desapareça a planta a que ele deu a vida, é uma negação da negação, e, com isto, não se pretende, de modo algum, prejulgar o conteúdo concreto deste processo.


Pois, se se pretendesse afirmar o contrário, quando se sabe que o próprio cálculo integral – como já vimos – é também negação da negação, seria cair no absurdo de sustentar que o processo de vida de um grão de cevada equivale ao cálculo diferencial, e o que fazemos com o cálculo diferencial poderíamos aplicar até ao socialismo. Isso é o que os metafísicos constantemente criticam na dialética.


Quando se diz que todos esses processos têm de comum a negação da negação, o que se pretende é englobar a todos, sob esta lei dinâmica, sem se prejulgar, no entanto, de modo algum, o conteúdo concreto de cada um deles.


Esta não é a missão da dialética. que tem apenas por incumbência estudar as leis gerais que presidem à dinâmica e ao desenvolvimento da natureza e do pensamento.


ENGELS, Friedrich (Anti-Dühring. 1877)

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